A prematuridade influencia no desenvolvimento padrão do sistema estomatognático, aumentando a probabilidade de apresentar algumas das funções estomatognáticas (sucção, deglutição, respiração, mastigação e fala) alteradas. Desta forma, existe a necessidade do fonoaudiólogo referenciar suas práticas no cuidado com recém-nascido pré-termo. Este artigo visa descrever a atuação fonoaudiológica referente às alterações estomatognáticas, bem como a intervenção de forma precoce em bebês prematuros. Trata-se de um estudo transversal, com abordagem descritiva e quantitativa, realizado através de um questionário online, semiestruturado e respondido por 22 profissionais. Como resultado da pesquisa, constata-se que os fonoaudiólogos que atuam realizando intervenção em prematuros, têm como clientela, na maioria das vezes, bebês com idade gestacional de 33 a 37 semanas de vida, onde são ofertados serviços de atendimento em estimulação precoce. Diante dos resultados, é apresentada a necessidade da busca fonoaudiológica para estimular a maturação das estruturas estomatognáticas, a fim de igualar o desenvolvimento do prematuro com o do recém- nascido a termo e saudável.