O choque séptico é uma síndrome grave, multifatorial de elevada mortalidade, que representa um desafio global, especialmente em países subdesenvolvidos, devido às limitações diagnósticas e terapêuticas. Diante disso, os biomarcadores vêm sendo estudados como ferramentas promissoras para identificação precoce, estratificação de gravidade e prognóstico. O objetivo deste trabalho é avaliar, por meio de uma revisão integrativa, a efetividade dos biomarcadores na detecção e prognóstico do choque séptico em comparação aos métodos tradicionais. Para isto foi realizada uma busca nas bases MEDLINE, Science Direct, LILACS e SCIELO utilizando os descritores (“Septic Shock” OR “Choque Séptico”) AND (“Biomarkers” OR “Biomarcadores”) AND (“Diagnosis” OR “Prognosis”), sendo incluídos artigos originais nos idiomas português, inglês e espanhol e disponíveis na íntegra. Foram selecionados 14 artigos disponíveis na íntegra. Os resultados indicaram que biomarcadores como procalcitonina, presepsina, pentraxina-3, adrenomedulina e índices hematológicos apresentaram elevada sensibilidade na detecção precoce, enquanto modelos combinados com escores clínicos (SOFA, APACHE II, qSOFA) se mostraram mais específicos para avaliação prognóstica. Apesar do potencial clínico, a aplicabilidade dos biomarcadores em alguns países ainda é limitada devido ao custo, a falta de padronização e a heterogeneidade da infraestrutura laboratorial. Conclui-se que a integração progressiva de biomarcadores à prática clínica pode otimizar a tomada de decisão médica, reduzir mortalidade e custos hospitalares, além de representar um avanço na individualização do cuidado ao paciente séptico.