Esse artigo apresenta um percurso histórico sobre o suicídio e as questões que o atravessam desde os primeiros registros na antiguidade até a concepção psicanalítica sobre o tema, enfoque do trabalho. Deste modo, a partir de conceitos fundamentais da clínica psicanalítica, como angústia, mal-estar, pulsão e gozo, buscou-se elucidar o olhar dessa teoria para o suicídio e suas modalidades: passagem ao ato e acting-out. Sobre isso, compreendeu-se a riqueza dessa perspectiva sobre o tema, não inferindo qualquer julgamento de valor, mas compreendendo a complexidade de estar diante de um sujeito da falta, inserido no mal-estar, de um movimento psíquico pautado na dualidade e cuja estrutura o posiciona diante da angústia, e demais atravessamentos, de maneira diversa.