O presente estudo científico analisa a efetividade das medidas coercitivas aplicadas na execução da pensão alimentícia frente à realidade socioeconômica brasileira, com o objetivo de compreender os limites da prisão civil e das medidas executivas previstas no ordenamento jurídico na garantia do direito alimentar da criança e do adolescente. A pesquisa utiliza método qualitativo, por meio de revisão bibliográfica e jurisprudencial, fundamentada na Constituição Federal, no Código de Processo civil, no Estatuto da Criança e do Adolescente e em doutrinadores do Direito de família e processual civil. O estudo demostra que, embora a prisão civil constitua importante mecanismo de coerção, sua aplicação nem sempre assegura a satisfação do crédito alimentar, principalmente em contextos de desemprego e informalidade, nos quais o devedor não possui capacidade financeira efetiva. Os resultados evidenciam que medidas executivas atípicas e meios menos gravosos podem apresentar maior efetividade na satisfação da obrigação alimentar sem comprometer integralmente a dignidade do executado. Conclui-se que a execução de alimentos deve priorizar soluções proporcionais e eficazes, voltadas à proteção integral do alimentando e à concretização do princípio da dignidade da pessoa humana.