A busca por modelos corporais idealizados pela sociedade e reforçados pelas mídias têm se intensificado cada vez mais com o passar dos anos. No entanto, muitas das vezes, esses modelos são considerados fatores importantes para a inclusão social, o que acarreta possíveis transtornos e preocupações que podem comprometer a saúde e as condições psicológicas de indivíduos que não se consideram dentro dos padrões adotados como ideais na sociedade. A partir de tais informações, justifica-se realizar este estudo com objetivo de identificar o grau de satisfação da população feminina e masculina, e avaliar o fator influência de padrões corporais expostos na mídia para esta insatisfação. Trata-se de um estudo transversal realizado com ambos sexos, e idade entre 18 e 59 anos, 11 meses e 29 dias. Neste estudo foram aplicados questionários de caráter sociodemográfico, de avaliação da idealização e a percepção de autoimagem e de avaliação de uma possível insatisfação corporal através da Escala de Silhuetas. Foi aplicado também o Questionário de Atitudes Socioculturais em Relação à Aparência-4 (SATAQ-4) para avaliar a pressão da mídia e por fim, os participantes responderam perguntas direcionadas ao tempo de tela. Os dados foram coletados mediante ao auxílio da ferramenta “google forms”. Participaram do presente estudo 136 indivíduos, sendo a maioria pertencentes do sexo feminino (63,2%). Observou-se que 86,7% da população apresentam insatisfação corporal, assim como 76,4% se autorretratam maiores do que o habitual. Foi identificado alto índice de insatisfação corporal em ambos sexos, além de elevada discrepância entre a percepção e a idealização de autoimagem corporal. Quando se trata do fator mídia não foram observados resultados expressivos entre homens e mulheres.