A depressão é um importante contribuinte para a carga global de doenças, impactando negativamente diversos aspectos da saúde física e mental, muitas vezes relacionada a subdiagnóstico ou estigma ainda muito incipiente acerca da saúde mental. Muito embora haja grande avanço no manejo terapêutico desse transtorno, ainda existe a necessidade de convencimento e adição de estratégias alternativas de terapias ou até combinações terapêuticas, a fim de oferecer a maior adesão e melhor assistência ao paciente depressivo. O arcabouço terapêutico do transtorno depressivo maior abrange variantes diversas como abordagens terapêuticas, farmacoterapia e psicossociais , todavia, é sabidoque quando se fala em abordagem medicamentosa, menciona-se, principalmente, os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs) que desde meados de 1980revolucionaram o tratamento dos transtornos de humor. Terapias combinadas com tratamento medicamentoso, bem como a prática regular de atividade física favorecem,significativamente, melhores resultados clínicos aos pacientes. O presente estudo, então,pretende analisar por meio de trabalhos já publicados a efetividade da terapia de aumento,mais especificamente o exercício físico, em pacientes depressivos já em uso de inibidores darecaptação de serotonina.