O uso das redes sociais tornou-se parte integrante do cotidiano, especialmente entre os jovens, influenciando não apenas padrões de comunicação e comportamento, mas também a forma como os indivíduos percebem e avaliam sua própria imagem corporal. Este estudo de revisão de literatura teve como objetivo analisar a influência do uso das redes sociais sobre a autopercepção corporal e a satisfação com a autoimagem. A busca foi realizada nas bases PubMed e SciELO, utilizando os descritores “Social Media”, “Body Image” e “Young Adults”, no período de 2020 a 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram incluídos estudos originais com delineamentos quantitativos, qualitativos ou mistos (transversais, experimentais, ensaios clínicos randomizados e de coorte) que abordassem a relação entre o uso de redes sociais e a percepção corporal em adolescentes e jovens adultos. Após triagem e leitura completa, 7 estudos preencheram os critérios de elegibilidade, totalizando 3.494 participantes com idades entre 12 e 50 anos. As plataformas mais investigadas foram Instagram, TikTok e Facebook. Os resultados indicam uma associação consistente entre uso intenso de redes sociais e maior insatisfação corporal e menor autoestima, especialmente entre mulheres jovens e usuários com tempo de exposição ≥2 horas/dia. Ensaios experimentais mostraram que pausas breves (1 semana) no uso das redes e legendas explicativas sobre manipulação de imagens reduziram parcialmente os efeitos negativos da comparação social. Conclui-se que o uso excessivo de redes sociais é um fator de risco para a saúde mental e a insatisfação corporal, reforçando a necessidade de estratégias educativas e políticas públicas que promovam o uso consciente dessas plataformas.