Introdução: O vaginismo é uma disfunção sexual caracterizada por contrações involuntárias e persistentes da musculatura pélvica, que dificultam ou impedem a penetração vaginal, resultando em dor, desconforto e prejuízos à vida sexual e reprodutiva da mulher. É uma condição multifatorial, influenciada por psicossociais, culturais, religiosos e psiquiátricos. O diagnóstico é essencialmente clínico, e quando identificado precocemente e manejado de forma adequada, o prognóstico é favorável. Objetivo: Analisar as principais abordagens terapêuticas empregadas no manejo do vaginismo, com particular atenção às inovações,limitações e desafios inerentes. Métodos: Trata-se deu ma revisão integrativa da literatura, conduzida por meio de buscas nas bases de dados eletrônicas LILACS, SciELO e PubMed. Foram incluídos estudos originais (ensaios clínicos, observacionais e qualitativos), publicados entre 2014 e 2025, nos idiomas português, inglês ou espanhol. Artigos fora do tema, não originais,indisponíveis, duplicados ou em outros idiomas foram excluídos. Resultados: A presente revisão incluiu dezessete estudos,em sua maioria ensaios clínicos randomizados conduzidos principalmente em países da Ásia e da Europa, com população predominantemente feminina. Os trabalhos analisados abordaram desde fatores etiológicos até desfechos obstétricos. Essa disfunção resulta de uma interação complexa entre aspectos psicológicos, interpessoais e socioculturais. As abordagens terapêuticas incluem intervenções comportamentais e multimodais, como educação sexual,terapia cognitivo-comportamental, dessensibilização progressiva e uso de dilatadores vaginais, além de alternativas farmacológicas, como a aplicação de toxina botulínica, todas demonstrando taxas relevantes de sucesso clínico. Conclusão: Evidencia-se a importância de um cuidado centrado na paciente,culturalmente sensível, e a necessidade de mais pesquisas robustas em contextos socioculturais diversos.