← Voltar à busca
Afya Itaperuna

ADESÃO AO USO DE PROTETOR SOLAR EM JOVENS ADULTOS: REVISÃO DE LITERATURA

AUTOR(ES)

Karlene de Andrade dos Santos

ORIENTADOR(ES)

Luciana de Andrade Agostinho

CURSO

Medicina

CATEGORIA

TCC

ANO

2025

DATA DE PUBLICAÇÃO

June 30, 2025

Baixar documento (PDF)

Resumo

A compreensão das barreiras e motivações que influenciam a fotoproteção em jovens adultos é essencial, pois esse grupo acumula grande parte da exposição solar ao longo da vida. Identificar esses fatores contribui para ações preventivas mais eficazes, reduz a incidência de câncer de pele e favorece hábitos de saúde duradouros desde a juventude. O câncer de pele é o tumor maligno mais frequente no Brasil, e sua prevenção depende, em grande parte, de comportamentos de fotoproteção, entre os quais o uso regular e correto do protetor solar desempenha papel central. O objetivo desta revisão de literatura foi analisar os fatores associados à adesão ao uso de protetor solar entre jovens adultos. As palavras-chave utilizadas foram: sunscreen, sun protection, sunblock, adherence, compliance, usage, behavior, young adults, college students e university students, pesquisadas nas bases PubMed e SciELO, incluindo estudos publicados entre 2015 e 2025 que abordavam comportamentos de fotoproteção, barreiras, facilitadores e intervenções educativas em participantes de 18 a 30 anos. Entre os estudos analisados, observou-se que, embora exista conhecimento sobre os riscos da radiação ultravioleta (UV), a adesão ao uso regular de protetor solar permanece baixa. Homens (menos de 40%), jovens ingressantes e indivíduos com menor escolaridade apresentam maior vulnerabilidade, enquanto mulheres (68%), estudantes da área da saúde (70%) e participantes expostos a campanhas educativas ou intervenções digitais demonstram maior adesão. Estratégias digitais e multimídia mostraram-se eficazes para aumentar a proteção solar e estimular o autoexame da pele, embora a manutenção desses comportamentos a longo prazo ainda constitua um desafio. Além disso, a ausência de informações sobre o perfil dermatológico dos participantes permanece uma lacuna relevante na literatura. Dessa forma, programas educativos contínuos, campanhas públicas e intervenções digitais personalizadas mostram-se essenciais para consolidar hábitos de fotoproteção e reduzir o risco futuro de câncer de pele entre jovens adultos. Estudos brasileiros adicionais são necessários para aprimorar a compreensão do comportamento de fotoproteção nessa população.

PALAVRAS-CHAVE