Introdução: O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença autoimune que afeta diversos sistemas, incluindo o sistemanervoso e psicossomático. Dentre as alterações psiquiátricas mais comuns em pacientes com LES, é possível destacar adepressão e a ansiedade. Objetivo: Analisar o comprometimento mental em pacientes portadores de lúpus eritematososistêmico através de uma revisão integrativa bibliográfica. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa que se baseianos artigos coletados nas bases de dados Pubmed, Scielo e Google Acadêmico, através dos descritores “Lúpuseritematoso sistêmico’’, “Systemic Lupus Erythematosus”, “Saúde mental”, Mental Health”, “Depressão”“Depression”, “Ansiedade”, “Anxiety” e o operador Booleano ‘AND” nas várias associações. Aplicando o filtro deestudos diversos dos últimos 5 anos foram encontrados 772 artigos. Após aplicar os filtros para revisões sistemáticas,estudos clínicos randomizados, ensaios clínicos e metanálises foram encontrados 74 artigos relacionados à temática.Após a leitura dos títulos e resumos foram encontrados 22 que versam sobre os objetivos deste estudo, os quais foramanalisados o embasamento teórico desta pesquisa. Resultados e Discussão: O transtorno depressivo, a ansiedade e apsicose lúpica são transtornos psiquiátricos que podem estar relacionados ao LES. Essas disfunções podem ser causadaspela própria atividade doença, pelo uso crônico de glicocorticóides e pelo prejuízo na qualidade de vida que aautoimunidade provoca. O mecanismo fisiopatológico mais defendido é que a elevação dos autoanticorpos, como oanti-dsDNA e anti-P, provocam alterações no sistema límbico e desenvolvem os transtornos psiquiátricos. O diagnósticodo LES é feito principalmente pelos critérios do American College of Rheumatology (ACR) que avalia os principaissintomas que a doença pode provocar. O tratamento é feito principalmente com antimaláricos, como o sulfato dehidroxicloroquina, e com imunossupressores e glicocorticoides, como o metotrexato e prednisona, a depender daatividade da doença. Conclusão: Com isso, entende-se que os impactos emocionais e sociais que os transtornospsiquiátricos provocam nos pacientes portadores de lúpus são bastante complexos e pouco conhecidos na comunidadecientífica, sendo necessárias mais pesquisas clínicas randomizadas para melhor entendimento da fisiopatologia e manejoclínico ideal dessa patologia.