Objetivo: Identificar e sintetizar evidências recentes sobre a associação entre polimorfismos genéticos e o desenvolvimento de infecções cutâneas em crianças com dermatite atópica. Métodos: Revisão sistemática realizada nas bases PubMed, SciELO e BVS conforme diretrizes PRISMA 2020, incluindo estudos publicados entre 2021 e 2024 que investigaram variantes genéticas associadas a infecções cutâneas em pacientes pediátricos. Dos 4.208 registros inicialmente identificados, oito atenderam aos critérios de elegibilidade e foram avaliados pela Escala Newcastle–Ottawa. Resultados: Variantes em FLG e FLG2 associaram-se a maior suscetibilidade a Molluscum contagiosum, Malassezia spp. e Staphylococcus aureus. Polimorfismos em TLR2 foram vinculados à redução da resposta antimicrobiana inata. Variantes em IL-4, IL-6, IL-17A, IL-18 e IL-19 correlacionaram-se à maior gravidade inflamatória e predisposição a infecções secundárias. Genes como NOS3 e TLR4 também demonstraram relação com inflamação crônica e liquenificação. Conclusão: A interação entre genes da barreira epidérmica e da resposta imune influencia a susceptibilidade a infecções cutâneas em crianças com dermatite atópica. O aprofundamento dessas relações pode contribuir para estratégias diagnósticas e terapêuticas mais individualizadas.