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Afya Itabuna

APOROFOBIA : UM DESAFIO NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

AUTOR(ES)

Beatriz Correia Cruz

ORIENTADOR(ES)

Pedro Costa Campos Filho

CURSO

Medicina

CATEGORIA

Graduação

ANO

2024

DATA DE PUBLICAÇÃO

July 28, 2024

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Resumo

RESUMO  

Introdução.Pessoas consideradas “pobres” são constantemente vítimas de preconceito, discriminação e violências devido unicamente à sua condição econômica. A necessidade de conhecer a fundo essa realidade, para então combatê-la, resultou na criação do termo aporofobia, definido de forma literal como “aversão aos pobres”. Essa prática permeia o cenário social em todas as regiões do país, podendo influenciar diversas esferas da vida do indivíduo. A Atenção Primária à Saúde (APS) é o primeiro nível de atenção em saúde,considerada a porta de entrada do SUS. Portanto, é imprescindível que esses locais e seus profissionais estejam preparados para atender a todos semdiscriminação, seguindo o princípio da universalidade. Entretanto, o que se observa é uma grande dificuldade de acolhimento a pessoas pobres nesses ambientes. Objetivo. Relacionar o conceito de aporofobia com as barreiras impostas no acesso universal à saúde por pessoas pobres e elucidar a necessidade de levar conhecimento sobre o tema à população.  Justificativa. Por esse motivo, existe uma urgência de compreender e enfrentar a aporofobia, pois esta forma de preconceito impacta negativamente o acesso das pessoas consideradas "pobres" aos serviços de saúde, violando princípios fundamentais de equidade e universalidade do sistema único de saúde. Metodologia. Revisão sistemática em bases eletrônicas, utilizando-se: PubMed, Scielo e Google acadêmico. Optou-se por uma análise de caráter qualitativo e como critérios de inclusão, foram escolhidos artigos científicos em português sobre aporofobia  na   área   da   saúde,   publicados   no   período   de   2019   a   2022. Resultados. Observou-se que a aporofobia afeta diretamente o acesso ao sistema de saúde público (SUS). Sendo assim, pessoas pobres encontram-se fora da linha da parcela “normal” da sociedade civil, tendo como agravante oreconhecimento por parte dos próprios agentes executores do preconceito. Conclusão: Os estudos mostraram que de fato o ato preconceituoso está intrínseco na propedêutica das esferas sociais, tendo como possível solução a criação   e   efetivação   de   políticas   de   acessibilidade,   sendo   o   acesso   à informação o passo inicial para tal .

Palavras-chave: Miséria; Pobreza; Saúde; Preconceito; SUS

PALAVRAS-CHAVE

Miséria. Pobreza. Saúde. Preconceito. SUS.