RESUMO
Introdução. Os transtornos emocionais, entre eles a ansiedade, e as alterações ocasionadas na rede vascular são fatores de risco para diversas patologias cardíacas a longo prazo, dentre elas a arritmia. Objetivos. O presente estudo objetivou revisar a produção científica referente à arritmia cardíaca em indivíduos com transtorno de ansiedade, buscando-se encontrar os mecanismos fisiopatológicos, fatores de risco e relação com o sexo da população associados ao tema. Justificativa. É primordial avaliar os fatores emocionais que influenciam na ansiedade, ocorrendo alterações no ritmo cardíaco gerando arritmias e desordens na estabilidade elétrica do coração. Materiais e métodos. Foram selecionados 11 artigos, entre os anos de 2007 a 2021, após a seleção pelos critérios de inclusão e exclusão, nas bases de dados: Scielo, Google acadêmico, Uptodate, Portal de Periódicos CAPES e Science Direct. Os descritores utilizados foram: Transtorno de Ansiedade, Arritmia Cardíaca e Ansiedade. Discussão/resultados. Ademais, a análise dos estudos aponta que há uma correlação entre a arritmia cardíaca e o transtorno de ansiedade, uma vez que estão fisiologicamente interligados. Dessa forma, é relevante a observação desse paralelo, pois os quadros de ansiedade na população geral contribuem com importante parcela das morbidades. Conclusão. Por fim, pode-se afirmar que os fatores emocionais, dentre eles a ansiedade, desencadeiam alterações da estabilidade elétrica do coração ocasionando alteração do ritmo cardíaco normal gerando a arritmia cardíaca.
Palavras-chave: Arritmia Cardíaca. Transtorno de Ansiedade. Ansiedade.