O tratamento do Diabetes Mellitus (DM) envolve uma abordagem multifacetada que pode representar obstáculos para grupos específicos, como a população carcerária. O objetivo deste estudo é analisar o manejo terapêutico farmacológico e não farmacológico da população carcerária com DM em um município no interior da Bahia. Trata-se de um estudo transversal de natureza quantitativa descritiva. A população compreendeu 17 internos que aceitaram participar da pesquisa. A análise evidenciou uma adesão de 94,1% ao tratamento farmacológico diariamente, porém isso não refletiu no devido controle glicêmico. A alimentação revelou-se rica em carboidratos de alto índice glicêmico, com baixa ingestão de fibras, e os dados antropométricos apontaram médias reduzidas de massa muscular (33,9%) e elevadas de Índice de Massa Corporal - IMC (27,8 kg/m²), gordura corporal (26,6%) e visceral (12,8%). A percepção da qualidade de vida evidenciou predomínio da insatisfação com a condição atual (65,6%). Conclui-se, portanto, que existem fragilidades no manejo terapêutico da população carcerária com DM. Assim, pensar em novas políticas direcionadas para esse público, bem como estratégias palpáveis e mais estudos são essenciais para tentar transformar essa realidade.