INTRODUÇÃO:O acesso aos dispositivos eletrônicos está cada vez mais difundido entre a população pediátrica. Na infância, ocorre o desenvolvimento emocional, cognitivo e sensorial, por isso os hábitos ao longo desta fase são de extrema importância. Portanto, a amplificação do uso das mídias eletrônicas pode trazer atrasos na linguagem, dificuldade no vínculo social e afetivo, déficits visuais ou agressividade. Diante disso, torna-se de fundamental importância analisar o crescimento do tempo de tela nas crianças. METODOLOGIA: Estudo de corte transversal descritivo e exploratório baseado na coleta de dados através de questionários aplicados aos pais de crianças da faixa etária pré-escolar e escolar com o objetivo de realizar uma discussão em contraponto ao tempo de tela utilizado por crianças na cidade do Recife-PE com o tempo de tela recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria(SBP).RESULTADOS: Participaram do estudo 145 crianças, com média de idade de 5,3 anos. Conclui-se que apenas4,1% das crianças não foram expostas a nenhum tipo de tela e que, das crianças expostas a telas, 67% têm uma exposição total diária a telas acima de 2h por dia, extrapolando o limite recomendado pela SBP. CONCLUSÃO: São necessárias orientações às famílias sobre as recomendações adequadas e as possíveis consequências associadas à exposição prolongada e precoce. Portanto, o estudo serve como um alerta para os pediatras para uma melhor assistência e, consequentemente, um melhor desenvolvimento infantil.