RESUMO
O presente trabalho evidencia os aspectos epidemiológicos mais importantes da Doença de Chagas na América Latina, especialmente no Brasil. Embora descrita em 1909 pelo pesquisador Carlos Chagas, ainda representa uma doença recorrente, negligenciada e subnotificada. Esta afecção é conhecida como Tripanossomíase Americana, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, tendo predileção pelos sistemas cardiovascular e digestivo. Na fase aguda, é caracterizado por um amplo espectro clínico, podendo o hospedeiro apresentar febre, cefaleia, edema, apatia, astenia, linfadenite, hepatoesplenomegalia, chagoma de inoculação e edema bipalpebral unilateral. Na fase crônica, esse protozoário pode permanecer por décadas no organismo, resultando em cardiomegalia, insuficiência cardíaca, assim como megaesôfago e megacólon. A transmissão pode ser via vetorial (clássica), transfusão sanguínea, transmissão congênita, transplante de órgãos, acidentes de laboratório, ou mesmo via oral, a partir da cana de açúcar e açaí, sendo esta a via mais incidente nos últimos anos. Com o término do estudo, espera-se propor medidas de educação em saúde para a população de risco, especialmente na América Latina, além de definir ações diagnósticas e terapêuticas para os profissionais de saúde aplicarem na Atenção Básica.
Palavras-chave: Doença de Chagas; aspectos epidemiológicos; ações de tratamento e controle