Objetivo: Analisar os avanços recentes no desenvolvimento de terapias inovadoras para a esquistossomose mansônica, com ênfase em novos fármacos, imunoterapias, terapias combinadas, vacinas experimentais e nanotecnologia aplicada. Revisão Bibliográfica: Foi realizada revisão narrativa da literatura nacional e internacional publicada entre 2010 e 2025, contemplando artigos originais, revisões, documentos técnicos e estudos clínicos relacionados ao tratamento da esquistossomose. Os achados evidenciam progresso significativo em múltiplas frentes: compostos bioativos naturais e sintéticos com ação esquistossomicida; associações terapêuticas envolvendo praziquantel e imunomoduladores, como P-MAPA; vacinas promissoras, incluindo Sm14 e Sm-TSP2, atualmente em fases clínicas; e formulações inovadoras, como nanoemulsões e sistemas carreadores voltados especialmente para o público pediátrico, incluindo contribuições brasileiras. Tecnologias nanotecnológicas e biotecnológicas demonstram capacidade de melhorar biodisponibilidade, estabilidade e especificidade das terapias, superando limitações importantes do praziquantel convencional. Considerações finais: A literatura revela um cenário promissor para alternativas terapêuticas, mas evidencia que a maioria das estratégias permanece em estágios préclínicos. Para alcançar impacto epidemiológico, são necessários ensaios multicêntricos, investimentos contínuos e integração com as metas do Roadmap da OMS 2021–2030. A inovação é essencial para reduzir a dependência do praziquantel e avançar rumo ao controle e eventual eliminação da esquistossomose.