O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) em adultos é uma condição neuropsiquiátrica crônica que pode impactar significativamente a qualidade de vida, sendo o tratamento farmacológico uma das principais abordagens terapêuticas utilizadas para o manejo dos sintomas. Nesse contexto, objetivou-se revisar e analisar as novas abordagens terapêuticas medicamentosas no tratamento do TDAH em adultos. Tratou-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados PUBMED, LILACS, SCIELO. Foram encontrados inicialmente um total de 2.312 artigos, e após análise detalhada, 11 estudos foram incluídos na revisão. Foram avaliados 31.698 indivíduos nas pesquisas, sendo a maioria do sexo masculino, com idade entre 18 e 61 anos. Dentre as medicações utilizadas, houve maior destaque para o Metilfenidato, tanto em monoterapia quanto em combinação ou comparação com outrosfármacos. Os estudos evidenciaram que os tratamentos medicamentosos, como metilfenidato, guanfacina, viloxazina, centanafadina e atomoxetina, são eficazes na redução dos sintomas do TDAH em adultos e, em geral, bem tolerados. Efeitos adversos como insônia, cefaleia e redução do apetite foram os mais comuns. A adesão ao tratamento mostrou-se essencial para melhores resultados, e o monitoramento clínico, especialmente em populações específicas, é recomendado. Destaca-se ainda o risco potencial de diabetes tipo 2 com o uso prolongado de atomoxetina, exigindo cautela na escolha terapêutica. Conclui-se, portanto, que os tratamentos medicamentosos atuais oferecem benefícios significativos no manejo do TDAH em adultos, mas exigem uma abordagem individualizada, com atenção aos efeitos adversos e ao perfil clínico de cada paciente