A demência, especialmente a doença de Alzheimer (DA) e a demência associada à doença de Parkinson (DP), representam uma importante causa de incapacidade entre idosos. Diante das limitações terapêuticas atuais, cresce o interesse pelo uso de canabinoides, em especial o canabidiol (CBD), devido às suas propriedades neuroprotetoras e anti-inflamatórias. Este estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa, as evidências recentes sobre a eficácia e segurança dos canabinoides no manejo das demências. As buscas realizadas nas bases PubMed, Cochrane, BVS e Lilacs resultaram em 1.227 estudos, dos quais 20 foram selecionados e analisados de forma integrada. Os resultados demonstraram benefícios consistentes na redução de sintomas comportamentais e psicológicos, como agitação e distúrbios do sono, com melhora também para cuidadores. Na DP, observou-se alívio de sintomas não motores, embora os efeitos sobre a função motora permanecem inconclusivos. A combinação de tetrahidrocanabinol (THC) e CBD mostrou potencial terapêutico, mas com riscos cognitivos e hepatotóxicos em altas doses. Apesar do potencial promissor, a heterogeneidade metodológica limita conclusões definitivas. Conclui-se que o uso de canabinoides pode ser útil como terapia adjuvante, mas requer estudos clínicos mais robustos para confirmar sua eficácia e segurança.