Introdução: O carcinoma primário de vagina constitui um tumor ginecológico raro, representando entre 1 e 2% de todos as patologias malignas ginecológicas. A média de idade no momento do diagnóstico é de 58 anos, e a taxa de câncer de vagina aumentam com a idade, atingindo seu máximo aos 80 anos de idade. O carcinoma de células escamosas figura como o mais incidente, representando 85% dos casos, seguido pelos adenocarcinomas, sarcomas, tumores botrioides, e o melanoma. Descrição do caso: Paciente de 51 anos de idade, procurou atendimento ginecológico com queixa de sangramento genital pós-menopausa. No exame físico apresentava lesão vegetante, friável, e sangrante em parede vaginal anterior. Após realização de biópsia incisional foi confirmado o diagnóstico de Carcinoma pouco diferenciado. Realizado o rastreamento de lesões secundárias que se mostrou negativo para metástases, paciente foi então diagnosticada com Câncer de vagina estádio clínico 1. A mesma foi então direcionada para tratamento com radioterapia devido localização e extensão da neoplasia. Discussão: O câncer vaginal é uma patologia rara dentre os tumores ginecológicos e representa um desafio diagnóstico em fases iniciais já que neste momento a doença se apresenta de forma assintomática. O diagnóstico é mais comum em idades mais avançadas, sendo o diagnóstico de pacientes jovens ainda mais desafiador. Conclusão: O câncer primário de vagina é uma rara patologia ginecológica que constitui um desafio no diagnóstico em fases precoces. São necessários mais estudos prospectivos para fornecer informações quanto a história natural desta patologia bem como guiar atualizações no seu tratamento.