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Afya Vitória da Conquista

CARACTERIZAÇÃO DOS REGISTROS DE TRAUMA CRANIOENCEFÁLICO DE UNIDADES HOSPITALARES PÚBLICAS NO ESTADO DA BAHIA

AUTOR(ES)

Barbosa; Isabella Queiroz. Cardos; Isabelle Lima. Alves; Rayssa Reis

ORIENTADOR(ES)

Camila Silveira Silva Teixeira

CURSO

Medicina

CATEGORIA

TCC

ANO

DATA DE PUBLICAÇÃO

June 19, 2024

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Resumo

O traumatismo cranioencefálico (TCE) frequentemente resulta em uma carga importante de morbimortalidade para pacientes e carga econômica para os sistemas de saúde. Este estudo objetivou investigar a taxa de incidência do TCE e fatores associados ao maior tempo de permanência em UTI e ao óbito entre vítimas de TCE, e descrever os valores de serviços hospitalares e profissionais destes atendimentos na Bahia em 2022. Estudo transversal, utilizando dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH-SUS), 01jan/2022 a 31dez/2022, entre indivíduos de 10-59 anos. Foi estimada a taxa de incidência cumulativa por 100 mil habitantes (100.000 hab.). As associações entre os desfechos (UTI ≥15 dias e óbito) e as variáveis de exposição foram reportadas em Odds Ratio (OR) e intervalos de confiança de 95% (IC95%). Foram avaliados 4.623 casos de TCE, com taxa geral de incidência estimada em 49,42/100.000 hab.; 77,65/100.000 hab. para homens e 15,41/100.000 hab. para mulheres. A UTI ≥15 dias e o óbito foram frequentes em 7,4% das vítimas. As chances de UTI ≥15 dias foram maiores em homens (ORajt=1,64; IC95%=1,04-2,59) e pacientes de leito cirúrgico (ORajt=7,01; IC95%=1,69-29,19) e clínica médica (ORajt=5,38; IC95%=1,32-22,00). O óbito foi associado ao sexo masculino (ORajt=1,81; IC95%=1,28-2,58) e à idade de 50-59 anos (ORajt=1,75; IC95%=1,17-2,62). O estudo evidenciou um alto risco de TCE, com fatores de risco relacionados principalmente ao sexo masculino e ao envelhecimento. Reforça também a importância de implementar políticas de prevenção e estratégias de treinamento e conscientização de profissionais de saúde, particularmente em unidades hospitalares públicas.

PALAVRAS-CHAVE

Traumatismo Cerebrovascular. Custos Hospitalares. Epidemiologia. Saúde Pública.