A doença renal crônica (DRC) é definida por anormalidades da estrutura ou função renal, presentes por mais de três meses, com implicações para a saúde. Os critérios para DRC incluem: marcadores de dano renal (um ou mais), albuminúria (relação albumina/creatinina - RAC ≥30 mg/g [≥3 mg/mmol]), anormalidades no sedimento urinário, hematúria persistente, anormalidades eletrolíticas e outras devidas as desordens tubulares, anormalidades detectadas em exame de imagem e história de transplante renal. Além disso, somada à observação do parâmetro de taxa de filtração glomerular (TFG) < 60 ml/min/1,73 m² (categorias de TFG G3a – G5).No Brasil, 62% dos diagnósticos primários em pacientes com DRC submetidos à diálise são diabetes mellitus (DM) e a hipertensão arterial sistêmica (HAS). É crucial realizar o rastreamento de possíveis alterações nefrológicas nos pacientes ainda na atenção primária à saúde, pois isso se torna um fator essencial na prevenção secundária da DRC. Logo, discutir as principais múltiplas causas de óbitos em pacientes em terapia renal substitutiva (TRS) em uma clínica referência para doenças renais da cidade de Cruzeiro do Sul, Acre, se justifica pelo entendimento dos fatores que contribuem para o aumento da mortalidade nesses pacientes, sendo um tema de grande relevância social. Conhecer os fatores de risco e as etiologias da DRC pode leva-nos a importantes debates por ser extremamente útil tanto para a área da saúde quanto para a esfera governamental, ajudando a formular políticas e estratégias eficazes para melhorar a qualidade de vida.