A terapia com células T receptoras de antígeno quimérico (CAR-T) tornou-se uma das abordagens mais promissoras no tratamento da leucemia linfóide aguda de células B (LLA-B) recidivante ou refratária, sobretudo em pacientes que não respondem às terapias convencionais. Este estudo realizou uma revisão sistemática qualitativa da literatura, utilizando análise temática segundo Bardin, com o objetivo de sintetizar as evidências recentes (2020–2025) sobre eficácia, segurança, limitações e inovações relacionadas à aplicação clínica das células CAR-T na LLA-B. A busca foi conduzida nas bases PubMed, SciELO e MEDLINE, empregando descritores DeCS/MeSH combinados por operadores booleanos e considerando artigos em inglês com texto completo disponível. A revisão incluiu 14 estudos publicados entre 2020–2025, majoritariamente ensaios clínicos fase I/II, que demonstraram taxas de remissão variando de 60% a 100%, com maior eficácia em pacientes com menor carga tumoral e em plataformas contendo CD28 ou 4-1BB. As toxicidades mais comuns foram síndrome de liberação de citocinas (50–88%) e neurotoxicidade (4–20%), geralmente manejáveis. Persistem limitações relacionadas ao alto custo, risco de recidiva e necessidade de centros especializados. Inovações recentes, como CAR-T bivalentes, UCART19 e manufatura acelerada, podem ampliar o acesso e reduzir custos. A terapia CAR-T apresenta alta eficácia e segurança aceitável na LLA-B recidivante ou refratária, embora desafios estruturais, econômicos e biológicos ainda limitem sua ampla implementação clínica.