Segundo a Organização Mundial da Saúde (2019), a dependência química é considerada, além de um transtorno mental, uma doença crônica, que de forma comum atinge uma parcela estimada em 43% da população mundial. O consumo de álcool comumente se inicia na adolescência, porém sua obtenção é favorecida pelo fácil acesso em festas, universidades entre outros, que podem tornar o indivíduo dependente e, até mesmo, levar a fatalidade. O alcoolismo é um problema social, de educação, economia e saúde pública, que gera consequências não só para o indivíduo e os que estão a sua volta, mas atinge a sociedade de uma forma geral. Existe um grande déficit para espaços de tratamentos para alcoólicos, são poucos e distantes os ambientes equipados e com infraestrutura adequada e com profissionais capacitados, prontos para promover a desintoxicação e reeducação dos dependentes químicos. Levando em consideração o público feminino, a escassez é ainda maior. Pensando nisso, este trabalho objetiva refletir no programa de necessidades soluções para as deficiências encontradas nos centros de recuperação já existentes, desenvolvendo planos de inclusão social para os dependentes químicos, visando sua recuperação do vício do álcool e um novo retorno para sua vida habitual.