A saúde mental e o tratamento adequado para os portadores de transtornos psicológicos são assuntos que vêm sendo discutidos desde o início do século XIX no Brasil. Muitas mudanças foram propostas ao longo dos anos e a partir delas novos hospitais psiquiátricos surgiram no país, voltados para um tipo de tratamento humanitário, com abertura para a comunidade e propondo a inserção social. Mesmo após a Reforma Psiquiátrica e o movimento antimanicomial de meados da década de 1970 os resultados não foram positivos, foram desativados aproximadamente 90 mil leitos criando um déficit em alternativas de tratamento e atendimento a todos os doentes mentais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas uma pequena porção da população portadora dos transtornos mentais possui acesso ao devido tratamento. O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) é uma instituição de referência e também de tratamento para pessoas que sofrem com transtornos mentais, psicoses, neuroses graves e outros quadros que por sua gravidade justifiquem sua permanência em um dispositivo de cuidados intensivos, comunitários, individualizado e promotor de vida. O presente trabalho propõe a criação de uma unidade para o CAPS II na cidade de Muriaé, Minas Gerais. Objetivando atender e suprir a necessidade identificada no local, onde os portadores de transtornos mentais têm carência de espaço para o tratamento adequado. Esse trabalho sintetiza a história de Muriaé e dos manicômios, demonstra a evolução dos espaços psiquiátricos e através de análises gráficas do terreno escolhido e de referências pertinentes ao tema viabiliza a proposta projetual.