O hiperaldosteronismo primário (HAP) é uma causa subdiagnosticada de
hipertensão resistente e danos aos órgãos-alvo, incluindo os rins e o coração. O
tratamento para essa condição pode incluir opções cirúrgicas, como a
adrenalectomia, ou terapia médica com inibidores da aldosterona. Este estudo revisa
e compara as abordagens cirúrgicas e médicas no manejo do HAP, com foco na
evolução para a doença renal crônica (DRC). A revisão integra dados de múltiplos
estudos clínicos, incluindo estudos de coorte e meta-análises, para avaliar os efeitos
da adrenalectomia em comparação com o tratamento farmacológico na pressão
arterial, função renal e resultados cardiovasculares. A análise dos resultados indica
que a adrenalectomia pode proporcionar benefícios mais rápidos no controle da
hipertensão e melhora da função renal em pacientes com HAP, especialmente em
casos de resistência a tratamentos médicos. Contudo, o tratamento médico também
se mostra eficaz em certos contextos, com menores riscos de complicações. Além
disso, a revisão discute os desafios diagnósticos, como a interferência de
medicamentos antihipertensivos nos testes de triagem, e a importância de uma
abordagem personalizada no tratamento do HAP. Em conclusão, a escolha entre
tratamento cirúrgico e medicamentoso deve ser baseada nas características clínicas
de cada paciente, com uma maior ênfase na detecção precoce da doença para
otimizar os resultados clínicos a longo prazo.