Introdução: A Nefrite Lúpica (NL) é uma das manifestações clínicas mais graves do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), afetando predominantemente mulheres em idade fértil. Trata-se de uma condição caracterizada por lesões inflamatórias glomerulares que podem evoluir para doença renal crônica ou doença renal terminal(DRT), sendo considerada um dos principais preditores de mau prognóstico em pacientes com LES. Objetivo: Este estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, as principais complicações clínicas da NL em mulheres na fase reprodutiva. Métodos: A pesquisa foi realizada com base em publicações dos últimos cinco anos, disponíveis na Biblioteca Virtual em Saúde(BVS), nas bases LILACS, MEDLINE, PubMed e SciELO. Utilizaram-se os descritores: “Nefrite Lúpica AND Lúpus Eritematoso Sistêmico”; “Nefrite Lúpica AND Complicações Clínicas”; “Nefrite Lúpica AND Diagnóstico”;“Nefrite Lúpica AND Tratamento”; e “Nefrite Lúpica AND Feminino”. Foram incluídos11 artigos que atendiam aos critérios de inclusão e aos objetivos da pesquisa.Resultados: Os achados apontaram que as classes histológicas III e IV da NL são as mais graves e frequentemente associadas à progressão para DRT. As principais complicações clínicas observadas foram: proteinúria persistente, síndrome nefrótica, síndrome nefrítica, hipertensão arterial sistêmica (HAS), anemia, hipoalbuminemia e edema. Fatores como etnia afrodescendente ou hispânica, níveis elevados de creatinina ao diagnóstico, ausência de remissão, consumo persistente de complemento, uso exclusivo de corticosteroides e presença de comorbidades foram associados a piores desfechos renais. A remissão foi favorecida pelo diagnóstico precoce, uso de esquemas imunossupressores combinados e seguimento clínico rigoroso, prevenindo a progressão da doença e melhorando os desfechos renais.Conclusão: No entanto, observou-se a escassez de estudos que abordem especificamente a NL em mulheres em idade fértil, o que reforça a necessidade de novas pesquisas focadas nessa população, visando à melhoria da abordagem terapêutica e da qualidade de vida das pacientes.