Os projetos de instalação de planta fabril há tempos é um campo da construção civil que vem sendo delegado principalmente à engenharia e deixado de lado pela arquitetura. Assim sendo, as noções humanísticas, muitas vezes são tratadas em segundo plano, expondo o trabalhador das fábricas a ambientes impróprios à permanência prolongada. Esses espaços de caráter insalubre e dotados de poucas qualidades arquitetônicas criam espaços de risco para a saúde do trabalhador, consecutivamente gerando custos humanos e financeiros. A pandemia mundial de 2020 causada pelo Coronavírus escancarou a necessidade de ambientes próprios à permanência humana que contribuam para o bem do usuário. Hoje, os espaços criados são matéria de extenso debate pelos meios que os produzem. Assim, o presente trabalho, tem como objetivo demonstrar a relação entre o conforto ambiental nos projetos de implantação fabril, a saúde do trabalhador e suas consequências na produtividade, propondo um ambiente de fábrica condizente com as necessidades humanas. Busca-se criar embasamento teórico para um projeto de requalificação do Setor de Acabamentos da ELC Produtos de Segurança em Paraíba do Sul no estado do Rio de Janeiro. Este projeto tem ainda como objetivo mudar a visão de que o projeto de fabricas deva ser delegado em maior parte à engenharia e expor que a arquitetura possui arcabouço suficientemente grande para que o processo produtivo seja mais eficiente com uma visão de menor impacto ambiental e humano nos ambientes fabris.