A pressão acadêmica e as exigências do curso de medicina no Brasil têm levado muitos estudantes a recorrerem ao uso de medicamentos estimulantes do sistema nervoso central, como metilfenidato e lisdexanfetamina, na busca por melhorias no desempenho cognitivo. Este estudo teve como objetivo investigar o consumo desses medicamentos entre acadêmicos de medicina, analisando padrões de uso, efeitos adversos, potencial de abuso e implicações para a saúde. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, utilizando dados de bases acadêmicas como PubMed, SciELOe Acervo Index Base, com uma seleção de 9 artigos. Os resultados indicaram que o consumo de psicoestimulantes é motivado principalmente pela busca por maior concentração e resistência à fadiga, com efeitos adversos frequentemente subestimados pelos estudantes, incluindo insônia, ansiedade e aumento da dependência. O estudo também apontou que a progressão no curso e a sobrecarga acadêmica são fatores que intensificam o uso dessas substâncias. Conclui-se que, apesar da popularização do uso de estimulantes, seus efeitos adversos e riscos para a saúde mental e física são frequentemente desconsiderados. A pesquisa reforça a necessidade de intervenções institucionais, como suporte psicológico e estratégias alternativas para lidar com o estresse, visando minimizar os impactos negativos do uso de medicamentos estimulantes e promover o bem-estar dos estudantes.