A dor oncológica representa um dos sintomas mais prevalentes e debilitantes entre pacientes com câncer, afetando diretamente sua qualidade de vida e bem-estar físico, emocional e social. Apesar dos avanços na terapêutica, ainda há desafios significativos no reconhecimento, avaliação e controle eficaz da dor nesses indivíduos, sobretudo em contextos de cuidados paliativos. Este estudo tem como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa, as principais estratégias utilizadas no controle da dor em pacientes oncológicos, considerando abordagens farmacológicas, não farmacológicas e a atuação da equipe multiprofissional. A revisão foi conduzida com base em 16 artigos científicos publicados entre 2020 e 2025, selecionados nas bases de dados SciELO, LILACS, PubMed e BVS, conforme os critérios do protocolo PRISMA. Os resultados evidenciaram a eficácia do uso de opioides, antidepressivos e anticonvulsivantes no manejo da dor, além da relevância de terapias complementares, como acupuntura e musicoterapia. Observou-se também que a comunicação entre profissionais e pacientes, bem como a atuação integrada da equipe de saúde, são fundamentais para o sucesso terapêutico. Conclui-se que o controle da dor em pacientes oncológicos demanda uma abordagem multidimensional e contínua, capaz de integrar intervenções clínicas e humanizadas, com vistas à melhoria da qualidade de vida e alívio do sofrimento.