A disbiose intestinal relaciona-se à maior vulnerabilidade às infecções oportunistas, especialmente causadas pelo gênero Candida. Este estudo analisou, por meio de revisão integrativa da literatura, a relação entre desequilíbrio da microbiota intestinal e candidíase, seguindo as diretrizes PRISMA. Os achados indicam que a disbiose compromete a barreira intestinal, reduz a produção de ácido graxo de cadeia curta (AGCC) e da resposta imune Th17, além de favorecer a translocação fúngica e biofilme resistente. Populações de risco incluem imunocomprometidos, idosos, prematuros e pacientes críticos. Conclui-se que a modulação da microbiota, via probióticos, pós-bióticos e transplante fecal, é promissora na prevenção e manejo da candidíase.