RESUMO
No Brasil, a pandemia provocada pelo novo coronavírus, SARS-Cov-2, teve início em fevereiro de 2020, desde então, vem provocando um aumento de novos casos acompanhados por um elevado número de óbitos. Aliado ao avanço dessa nova doença está o agravo de caráter endêmico responsável por eventos de epidemias cíclicas, como a dengue, provocada por um arbovírus. Devido a semelhança entre sintomas clínicos da dengue e da COVID, essa dificuldade em realizar diagnósticos pode afetar negativamente estudos que apontem correlação entre a COVID-19 e a dengue, dessa forma, esse trabalho visa apontar a ocorrência de infecções síncronas para esses dois agravos e quais suas correlações clínicas. Foram utilizados pacientes que estavam positivos, laboratorialmente, para COVID-19 e dengue, no mesmo período, na cidade de Itabuna/BA em 2020. Observou-se predomínio de pacientes masculinos e uma correlação entre sintomas, sendo febre e distúrbios gustativos/olfatórios os sintomas mais frequentes para a infecção síncrona. Não foi observado um predomínio em relação a idade, não sendo possível avaliar um grupo de risco específico. Ademais, dentre os casos encontrados, não se verificou nenhum óbito. Com esse trabalho se concluiu que embora a ocorrência síncrona de COVID e dengue seja positiva, a sobrecarga do serviço de saúde provocou uma subnotificação de dengue, dispondo assim uma necessidade maior de estudos que visem elucidar o mecanismo de ação e interação desses agravos, a fim de fornecer um atendimento de melhor qualidade para a população.
Palavras - Chaves : Arbovirose; Doença exantemática ; Síndrome Respiratória