Introdução: A Doença de Alzheimer (DA) representa uma condição neurodegenerativa progressiva e multifatorial, com alta prevalência entre idosos e significativa contribuição para os casos de demência. Objetivo: Analisar por meio de revisão sistemática com meta-análise, a associação entre fatores ambientais e comportamentais e o risco de DA em indivíduos com 50 anos ou mais. Materiais e Métodos: O estudo adota as diretrizes PRISMA 2020 e realiza buscas nas bases PubMed, Scopus, Web of Science e SciELO, considerando publicações entre 1990 e abril de 2025. Inclui 14 estudos de boa qualidade metodológica, avaliados pela escala Newcastle-Ottawa (NOS), e aplica modelo de efeitos fixos para a análise estatística. Resultados: Os resultados identificam uma associação significativa entre os fatores analisados e o risco aumentado para DA (OR = 1,32; IC 95%: 1,15–1,49). Entre os principais fatores, destacam-se a exposição à poluição atmosférica, o uso de medicamentos anticolinérgicos, a redução na razão plasmática Aβ42/40, o uso de inibidores de PCSK9 e a elevação da expressão da enzima BACE1. Discussão: A análise discute a complexidade etiológica da DA, ressaltando a importância da detecção precoce e da intervenção sobre fatores modificáveis. Conclusão: O estudo conclui que a adoção de estratégias preventivas e a implementação de políticas públicas voltadas à redução de exposições ambientais nocivas e à promoção de práticas de saúde preventiva são essenciais para mitigar o impacto crescente da DA no envelhecimento populacional.