Sabe-se que os riscos cirúrgicos e anestésicos, de forma geral, são mais elevados nos indivíduos obesos em comparação aos não obesos. A obesidade está relacionada a um maior risco de depressão respiratória e maior chance de hiperalgesia se usado opioide como uma das formas de sedação. Nesse contexto, esta revisão de literatura tem como objetivo avaliar o risco do uso de opioides como anestésico em cirurgias bariátricas e também no manejo da dor pós-operatória. Para isso, reunimos nesta revisão integrativa evidências científicas dos últimos 5 anos relacionadas ao mecanismo de ação dos fármacos opioides e a condução dos procedimentos anestésicos e analgésicos nas cirurgias bariátricas, de modo a evitar complicações e iatrogenias. Este estudo também versa na compreensão do manejo anestésico livre de opioides como medida alternativa da anestesia clássica. Após a análise dos 24 artigos que foram incluídos nesta revisão, os resultados apontaram que apesar dos obesos apresentarem maior risco de complicações, como depressão respiratória, náuseas e vômitos no pós-operatório, quando são usados opioides nos procedimentos anestésicos, não foi possível estabelecer a superioridade da anestesia sem opioides (OFA) nas cirurgias bariátricas, sendo necessárias novas pesquisas a respeito desse tema.