As doenças respiratórias constituem um importante problema de saúde pública, apresentando alta prevalência e impacto significativo na qualidade de vida dos indivíduos, podendo afetar tanto o sistema respiratório superior quanto o inferior, com destaque para condições como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, pneumonia, COVID-19 e outras disfunções inflamatórias e obstrutivas. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas acerca da utilização da fotobiomodulação no tratamento dessas patologias respiratórias, avaliando seus efeitos terapêuticos e sua aplicabilidade clínica na fisioterapia. Trata-se de uma revisão de literatura, realizada por meio de busca de artigos científicos nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e MEDLINE, utilizando descritores relacionados à fotobiomodulação, doenças respiratórias e fisioterapia respiratória. Foram incluídos estudos que abordassem a aplicação do laser de baixa intensidade e/ou LED em condições respiratórias diversas. Os principais resultados encontrados indicam que a fotobiomodulação pode exercer efeitos anti-inflamatórios, modulando a resposta imunológica e reduzindo marcadores inflamatórios, além de contribuir para a melhora da função pulmonar, da oxigenação tecidual e da capacidade ventilatória. Também foram observados benefícios na redução de sintomas respiratórios, melhora da capacidade funcional e potencial impacto positivo na qualidade de vida dos pacientes. No entanto, verificou-se que ainda há variabilidade nos protocolos de aplicação, como dose, tempo e local de irradiação, o que limita a padronização clínica da técnica. Conclui-se que a fotobiomodulação apresenta-se como uma abordagem terapêutica promissora como recurso complementar no tratamento de doenças respiratórias, embora sejam necessários mais estudos clínicos com maior padronização metodológica para consolidar sua eficácia e viabilizar sua aplicação mais ampla na prática fisioterapêutica.