A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é caracterizada pela alteração persistente da Pressão Arterial (PA) acima de 140 x 90 mmHg, que apresenta risco para eventos cardiovasculares e comprometimento sistêmico. Nesse sentido, além de ser acessível, a hidroterapia manifesta-se como uma técnica da Fisioterapia que visa auxiliar no controle dos níveis pressóricos, através da atividade física somado às alterações fisiológicas provenientes da imersão aquática. Objetivo: Analisar os efeitos fisiológicos da hidrocinesioterapia aplicada à Hipertensão Arterial Sistêmica. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa, onde foram realizadas buscas nas bases de dados: SciELO (Biblioteca Eletrônica Científica Online), BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), PEDro (Base de dados de Evidências em Fisioterapia) e PubMed (Motor de busca da base de dados MEDLINE), publicados no período de 2011 a 2022. Resultados: A partir da análise, leitura e fichamento, 7 (sete) pesquisas atenderam aos critérios de inclusão, sendo 3 (três) ensaios clínicos, 3 (três) revisões sistemáticas e 1 (um) estudo de coorte prospectivo, que foram organizados em um quadro contendo ano de publicação, título, autores, objetivo e conclusões. Discussão: Após as primeiras alterações causadas pelo exercício ocorre a hipotensão-pós-exercício (HPE), um efeito bastante explorado no tratamento da HAS, já a imersão, conforme as pesquisas, apontou maior retorno venoso pela ação da pressão hidrostática, gerando consequente redução da PA. Conclusão: A utilização de Hidrocinesioterapia apresentou benefício e segurança para HAS em diferentes populações, promovendo retorno venoso facilitado, aumento do débito cardíaco bem como efeito hipotensor agudo e crônico.