O envelhecimento populacional é responsável pelo surgimento de doenças crônico-degenerativas, em especial as demências, com uma estimativa de aproximadamente 46,8 milhões diagnosticadas no mundo. Destaca-se a Doença de Alzheimer sendo a principal causa de demência na população idosa, caracterizada como uma patologia neurodegenerativa progressiva e irreversível, de princípio insidioso sendo responsável pela deterioração gradativa das funções cognitivas e motoras, comprometendo a funcionalidade, o comportamento e a qualidade de vida dos portadores. Objetivo: Analisar através de um estudo de caso a influência da Estimulação Cognitiva na fase inicial da Doença de Alzheimer. Método: A presente pesquisa trata-se de um estudo de caso, de abordagem qualitativa, na qual foram apresentados dados referentes ao tratamento fisioterapêutico de um paciente portador de Doença de Alzheimer, aplicando-se atividades de Estimulação Cognitiva, associada a exercícios físicos na fase inicial da doença. Para avaliar as funções cognitivas foram utilizados o Miniexame do Estado Mental (MEEM) e o Teste de Nomeação de Boston (TNB). O protocolo de intervenção fisioterapêutica foi aplicado duas vezes por semana, com duração de 50 minutos cada sessão, sendo realizada o total de 20 sessões. Durante o tratamento, o paciente foi submetido por 3 avaliações: a inicial, a segunda após 10 sessões e a terceira com 20 sessões, onde foi realizada a coleta e análise dos dados. Resultados: De acordo com as avaliações através do Miniexame do Estado Mental e do Teste de Nomeação de Boston (TNB), observou-se melhora significativa nas funções cognitivas do paciente. Conclusão: O presente estudo verificou resultados satisfatórios, no desempenho das funções cognitivas e motoras após a aplicabilidade da Estimulação Cognitiva associada a exercícios físicos, porém, vale ressaltar a necessidade de novos estudos com um maior número de participantes, com objetivo de reforçar os benefícios da Estimulação Cognitiva em portadores de DA.