A dengue, arbovirose de relevância crescente na saúde pública global, tem motivado esforços contínuos de pesquisa voltados ao aprimoramento das estratégias terapêuticas. Este estudo teve como objetivo analisar a evolução da farmacoterapia da dengue ao longo dos anos, com ênfase nas terapias atuais e nas perspectivas futuras. Utilizando uma metodologia de revisão integrativa da literatura, foram analisados artigos científicos publicados entre 2010 e 2025, obtidos nas bases de dados PubMed, SciELO e BVS, que abordavam diretamente o tratamento medicamentoso da dengue. Os resultados revelaram avanços importantes, como a introdução de vacinas tetravalentes, notadamente a TAK-003 (QDENGA), que demonstrou eficácia superior a 80% em prevenção de infecções sintomáticas. Além disso, destacam-se os estudos com anticorpos monoclonais e inibidores da protease viral NS2B/NS3, com redução significativa da replicação viral em modelos experimentais. A discussão evidencia que, embora promissoras, essas abordagens ainda enfrentam desafios quanto à segurança, custo e implementação em larga escala. A conclusão aponta para a necessidade de integração entre vacinação eficaz, terapias antivirais específicas, diagnóstico precoce e políticas públicas sustentadas, como pilares fundamentais para o controle da dengue.