Introdução: a apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas mais comuns no mundo. Na evolução da doença, o quadro se torna progressivamente mais grave, exigindo abordagens complexas para evitar complicações pós-operatórias. O dreno abdominal tem sido utilizado com esse propósito, mas seus benefícios são incertos. Objetivo: Analisar a evolução pós-operatória de pacientes submetidos a apendicectomia com e sem o dreno abdominal em um hospital do sudoeste baiano. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, observacional, caso-controle, cujos dados foram coletados a partir da revisão de prontuários de pacientes submetidos a apendicectomia no Hospital Geral de Guanambi, Bahia, nos anos de 2021 e 2022. A análise estatística foi realizada no software “R”. Resultados: O grupo drenado apresentou maior taxa de complicações (35, 46% x 15,38%), reabordagem cirúrgica (7,14% x 1,16%) e maior média de tempo de internação (8,75 dias x 4,5 dias). Conclusão: A utilização do dreno abdominal esteve relacionada a maiores taxas de complicações pós-operatórias, necessidade de reabordagem cirúrgica e tempo de internação, convergindo com a literatura atual.
Como citar:
BEBÉ, Fabiana Viana; SANTANA, Mateus Pimentel Rodrigues. Evolução pós-operatória de pacientes submetidos a apendicectomia com e sem o dreno abdominal em um hospital do sudoeste baiano. Orientador: Décio Aguiar Montenegro. Trabalho de conclusão de curso (Bacharel em Medicina) — Faculdades Integradas Padrão - FIPGuanambi/Afya, Guanambi, 2023. 27 f.