O aleitamento materno é fundamental para a saúde e desenvolvimento infantil, uma vez que o leite materno contém nutrientes e anticorpos que protegem o bebê contra diversas doenças. Mães que retornam ao trabalho logo após o parto ou que têm jornadas de trabalho extensas podem ter dificuldades para continuar amamentando. Além disso, a falta de licença-maternidade adequada e de espaços adequados para amamentação no ambiente de trabalho também podem contribuir para a interrupção precoce da amamentação. A interrupção precoce do aleitamento pode aumentar o risco de infecções, alergias, obesidade e outras doenças na infância e na vida adulta. Com isso em mente, o presente estudo foi designado para avaliar os fatores associados a interrupção precoce do aleitamento materno em profissionais regidos pela Consolidação das Leis de Trabalho (CLT). Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, realizada em mulheres, trabalhadoras formais que não conseguiram prosseguir no processo de amamentação. Pretendemos analisar em detalhes os motivos de impedimento do aleitamento materno, e verificar o nível de compreensão das mães a respeito da importância do aleitamento materno e conhecimento da lei trabalhista vigente sobre licença maternidade e amamentação. Avaliar os fatores associados à interrupção precoce do aleitamento materno em profissionais regidos pela CLT é relevante para proteger a saúde infantil e materna, garantir os direitos trabalhistas das mulheres e reduzir os custos econômicos associados à interrupção precoce do aleitamento. Ressalta-se que a interrupção do aleitamento pode gerar custos adicionais para o sistema de saúde e para as famílias, já que aumenta a necessidade de tratamentos médicos e de alimentação alternativa para o bebê.