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Afya Itaperuna

FATORES DE RISCO PARA DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS (DCNT) ENTRE UNIVERSITÁRIOS ADULTOS

AUTOR(ES)

Tuany Coelho Ferreira

ORIENTADOR(ES)

Sandra Tavares da Silva

CURSO

Nutrição

CATEGORIA

Saúde

ANO

2022

DATA DE PUBLICAÇÃO

June 13, 2023

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Resumo

As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), em sua maioria são doenças que não tem um único fator causal, não são infecciosas e apresentam uma duração prolongada, uma vez que possui um longo período de latência. Desse modo, as DCNT dependem de um fator genético, tempo de exposição do indivíduo ao agente que vai causar a doença e fatores de risco como a inatividade física, consumo nocivo de álcool e tabaco, consumo não saudável de alimentos e inatividade física. Diante dos dados epidemiológicos, as DCNT são responsáveis pela maioria das mortes em todo o mundo, e devido ao ritmo de vida atual dos adultos, principalmente os que estão na faculdade. Assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar a prevalência de fatores de risco para DCNT entre universitários adultos. Trata-se de um estudo transversal, sendo incluídos estudantes universitários entre 18 anos e 59 anos, 11 meses e 29 dias de todos os cursos de diferentes faculdades que aceitaram participar, por meio da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e contatados por meio das redes sociais. O questionário foi composto por perguntas para caracterização sociodemográfica, incluindo perguntas propostas por Crepaldi et al. (2016), sobre fatores de risco para DCNT. Para avaliação do nível de atividade física, foi utilizado o IPAQ (Questionário Internacional de Atividade Física - versão curta). O peso e altura foram combinados no cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Participaram 37 estudantes, sendo 70,27% do sexo feminino. A idade variou de 20 a 40 anos (24,194,63). A maioria dos estudantes responderam não possuir nenhum tipo de DCNT (n=34), e aqueles os que disseram possuir alguma doença crônica, foram diagnosticados com obesidade (n=2) e hipertensão (n=1). Apenas um estudante diz fumar cigarro e quando questionado a quantidade disse que fumava de 1 a 10 unidades por dia. Quanto a ingestão de bebidas alcoólicas, 32,4% respondeu que ingerem de 2 a 4 vezes no mês, 18,9% de 2 a 4 vezes na semana, o restante (48,7%) diz não beber ou que essa ingestão é mensalmente ou menos de 4 vezes na semana. O IMC variou de 18,8 a 32,3, ao classificar o estado nutricional dos mesmos, foi constatado que 59,5% estavam eutróficos. Em relação a avaliação da classificação dos níveis de atividades físicas, por meio IPAQ, 86,49% dos acadêmicos apresentaram nível elevado de atividades físicas. Quanto a ingestão alimentar, a maioria disse realizar de 3 a 4 refeições/dia. 40,5% disseram que a alimentação não se alterou após início da faculdade, mas 35,15% responderam que a alimentação piorou. Faz-se importante implementar programas educativos voltados para a promoção da saúde nas universidades, bem como observar a oferta de alimentos saudáveis nas cantinas desses locais, para que os mesmos adotem estilos de vida mais saudáveis minimizando assim a sua exposição aos fatores de risco.

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