As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são um importante problema de saúde pública, agravado pela desinformação e estigma. No Brasil, a PrEP é oferecida pelo SUS como medida eficaz na prevenção do HIV, mas não protege contra outras ISTs, como a sífilis, que tem apresentado aumento expressivo nos últimos anos. O uso da PrEP, embora benéfico, pode estar associado a comportamentos sexuais de risco, favorecendo a disseminação de outras infecções.
Objetivos: Analisar na produção científica contemporânea a incidência de ISTs em usuários de PREP no Brasil; Analisar a adoção/adesão de estratégias de prevenção combinada às ISTs no SUS; Verificar nas publicações como são feitos os testes, sua frequência e controle dos novos casos. Metodologia: O estudo realizou uma revisão bibliográfica pautado na educação em saúde na prevenção de ISTs, no contexto dos usuários de PrEP. Foram analisados artigos publicados entre 2017 e 2025, nas bases LILACS, SciELO e PubMed. Resultados e discussão: O uso da PrEP não evita outras ISTs, como a sífilis, cuja incidência permanece alta. Fatores comportamentais, sociais e estruturais influenciam o risco e a adesão. Grupos vulneráveis, como jovens, transsexuais e Mulheres Trabalhadoras do Sexo, enfrentam maiores barreiras e exigem estratégias preventivas específicas. Conclusão: Os achados contribuem para medidas preventivas eficazes, com estratégias alinhadas a fatores socioeconômicos e comportamentais.