Mudanças, incertezas e o “novo normal” são palavras que remetem a experiências vividas por toda a população desde que começou a pandemia do SARS-CoV-2 (COVID-19). Com certeza, a experiência vivenciada tem sido impactante e, afetado a saúde mental e o bem-estar psicológico, especialmente com as mudanças nas rotinas e nas relações familiares observadas com as medidas restritivas de contato social. O distanciamento social envolve medidas com o objetivo de reduzir as interações em uma comunidade, incluindo as atividades escolares. A pandemia da COVID-19 tem desafiado professores, pais e alunos a utilizarem novas ferramentas de aprendizagem, como ensino remoto, online e a distância. Considerando o exposto, o presente trabalho teve por objetivo observar a qualidade de aprendizagem dos escolares infantis do primeiro ano do ensino fundamental durante a pandemia do COVID-19 sob uma perspectiva familiar. Para isso, foi realizada uma pesquisa de campo de caráter exploratório sobre o perfil da aprendizagem de crianças cursando o primeiro ano do ensino fundamental, através de um questionário disponível online, sob uma perspectiva da família e/ou responsáveis. A população do estudo (n= 44) foi composta em sua maioria por mulheres e a média de idade foi de 39,3 anos. Observou-se um perfil sóciodemográfico heterogêneo e uma influência negativa sobre o ensino remoto no aprendizado dos seus filhos durante a pandemia. Assim, pode-se concluir que a pandemia de COVID-19, o isolamento social e o ensino remoto trouxeram impactos negativos na aprendizagem sob uma observação familiar e acredita-se que políticas educacionais devem ser implantadas com a finalidade de contribuir para os possíveis danos causados pela educação remota. Estudos futuros devem ser considerados e conduzidos para determinar o real impacto da pandemia na aprendizagem dessas crianças.