Justificativa e Objetivos: O envelhecimento populacional no Brasil tem se intensificado, e a sexualidade na terceira idade ainda é permeada por tabus e negligência em políticas públicas. Essa lacuna favorece a vulnerabilidade dos idosos às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). O estudo objetivou estimar a prevalência de ISTs (HIV, sífilis, hepatite B e C) em idosos residentes na Bahia entre 2013 e 2023, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Métodos: O estudo foi do tipo ecológico, quantitativo e descritivo, baseado em dados secundários do SINAN, utilizando notificações de indivíduos com 60 anos ou mais e as variáveis analisadas compreenderam sexo, faixa etária, raça/cor, escolaridade e microrregião. A apresentação dos dados ocorreu através das frequências absolutas e relativas das ISTs na população analisada Resultados: Registraram-se 4.652 casos de sífilis, 404 de AIDS e 206 de hepatites virais no período analisado. Homens corresponderam à maioria das notificações (62,6% para sífilis e 65,1% para AIDS). A faixa etária de 60–69 anos apresentou maior incidência, e a população parda predominou entre os casos (60,9% para sífilis e 56,7% para AIDS). Observou-se concentração de notificações nas microrregiões de Salvador, Ilhéus-Itabuna e Vitória da Conquista e em populações com menor escolaridade. Conclusão: A prevalência crescente de ISTs entre idosos na Bahia evidencia vulnerabilidade associada a fatores socioculturais e educacionais. Urge o fortalecimento de ações de educação sexual e capacitação dos profissionais de saúde para abordagem integral da sexualidade na velhice.