A obesidade é um persistente desafio para a saúde pública e o crescente cenário expõe a dificuldade em obter uma solução pontual. As intervenções concentradas apenas em reduzir a ingestão de calorias e aumentar o gasto energético mostram eficácia limitada, uma vez que os mecanismos homeostáticos presentes desenvolvimento da obesidade são complexos e dificultam a perda de peso. Tais mecanismos precisam ser considerados nas estratégias individuais e requerem abordagens dietéticas além das calorias. A partir de uma ampla análise da literatura, foi realizada a seleção de estudos cujos resultados contribuem para a compreensão da obesidade e a relação do tratamento com a composição da dieta. Uma ampla variedade de alimentos funcionais como ácidos graxos insaturados, compostos bioativos, pré e probióticos podem compor um padrão alimentar capaz de atenuar os mecanismos inflamatórios envolvidos na obesidade, recuperar a saúde da microbiota intestinal e conferir maior saciedade ao diminuir o estresse oxidativo além de estimular a atividade de enzimas antioxidantes. Essa revisão visou descrever os principais mecanismos inflamatórios induzidos pela obesidade, os agravos que se estendem à microbiota e apresentar algumas das estratégias nutricionais que modulam as respostas inflamatórias, beneficiam a microbiota e auxiliam no tratamento efetivo da obesidade.