A lombalgia é uma das principais causas de incapacidade funcional no mundo, afetando a qualidade de vida de milhões de pessoas e gerando elevados custos socioeconômicos. Essa condição, caracterizada por dor na região lombar, pode ter origem multifatorial, incluindo causas biomecânicas, neuromusculares e psicossociais. O presente estudo teve como objetivo geral analisar os impactos da intervenção fisioterapêutica na redução da dor e na melhora da qualidade de vida de pacientes com lombalgia crônica. A metodologia baseou-se em uma revisão de literatura com enfoque em estudos publicados entre 2014 a 2024, que investigaram diferentes abordagens fisioterapêuticas como hidroterapia, cinesioterapia, eletroterapia, terapia manual, mobilização neural e fortalecimento do core. Os resultados apontaram benefícios significativos dessas intervenções. A fisioterapia aquática demonstrou redução da dor e melhora funcional em ambiente seguro e de baixo impacto; a cinesioterapia e o uso de corrente Aussie potencializaram o alívio da dor; a terapia manual contribuiu para o relaxamento muscular e melhora da mobilidade; e a mobilização neural promoveu efeitos imediatos na redução da dor e da sensibilização neural. Além disso, os estudos destacaram a importância de considerar fatores psicossociais no planejamento terapêutico, reforçando a necessidade de abordagens individualizadas. Conclui-se que a fisioterapia exerce papel fundamental no tratamento da lombalgia, oferecendo diversas estratégias eficazes que, quando associadas, promovem melhora da funcionalidade, qualidade de vida e bem-estar dos pacientes