Este estudo investigou as dificuldades no atendimento à comunidade LGBTQIAPN+ por profissionais de saúde em Cruzeiro do Sul, Acre. Participaram dez médicos de nove Unidades Básicas de Saúde (UBS), revelando lacunas no conhecimento sobre heteronormatividade compulsória entre quatro entrevistados. Barreiras culturais e sociais foram identificadas, especialmente entre homens hetero cisgênero, que apresentaram dificuldades em discutir questões LGBTQIAPN+, resultando em respostas evasivas. A maioria dos profissionais não recebeu treinamento específico na formação médica, evidenciando a necessidade urgente de capacitação. A implementação da Política Nacional de Saúde Integral desse público enfrenta desafios de recursos e apoio político, comprometendo sua efetividade. Conclui-se que é crucial promover um ambiente de saúde inclusivo e equitativo, através da educação contínua e políticas públicas efetivas para eliminar a discriminação e melhorar o acesso aos serviços de saúde para a comunidade LGBTQIAPN+.