A Doença de Parkinson é uma enfermidade neurodegenerativa progressiva caracterizada pela perda de neurônios dopaminérgicos e acúmulo de alfa-sinucleína, resultando em sintomas motores e não motores. Evidências recentes têm destacado o papel do eixo intestino-cérebro, uma via bidirecional que conecta microbiota, sistema imunológico e sistema nervoso central, na fisiopatologia da doença. Esta revisão integrativa, analisou 21 estudos publicados em bases de dados, com o objetivo de identificar a influência da modulação do eixo intestino-cérebro na progressão da Doença de Parkinson. Os resultados apontam que a disbiose intestinal contribui para neuroinflamação, estresse oxidativo e disfunção da barreira hematoencefálica, favorecendo a neurodegeneração. Estratégias terapêuticas como o uso de probióticos, simbióticos, transplante de microbiota fecal e dietas anti-inflamatórias demonstram potencial para restaurar a homeostase intestinal, reduzir inflamação sistêmica e retardar a progressão da doença, configurando um novo paradigma terapêutico integrado e promissor.