Introdução: A morte materna é caracterizada como a morte de uma mulher durante a gestação, o parto ou puerpério, independente da duração ou da localização da gravidez, devido a qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela, porém não devida a causas acidentais ou incidentais (CID-10). A taxa de mortalidade infantil é um indicador direto da saúde da população e da eficiência dos sistemas de saúde, capaz também de estimar a carga das desigualdades sociais e de saúde entre as populações. Métodos: Trata-se de um estudo transversal descritivo, utilizando dados secundários das notificações de mortalidade materna e mortalidade infantil doestado da Bahia, Brasil. Os dados foram extraídos em 20 de fevereiro de 2022,no Sistema Open Datasus do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde – SUS (Datasus). A população de estudo foi composta por mulheres em idade fértil e crianças menores de um ano, com data de notificação de óbito entre 1º de janeiro de 2015 e 31 de dezembro de 2019. Resultados: Foram notificados622 óbitos maternos entre mulheres de 10-49 anos e 15.391 óbitos entre crianças <1 ano no estado da Bahia, durante o período de 2015 a 2019. A distribuição do número óbitos infantis entre crianças <1 ano também foi decrescente no período avaliado, com maior percentual em 2015 e menor em 2019. Conclusões: Graças a melhoria no sistema de saúde, a redução das desigualdades sociais e o avanço na democratização das informações, houve um declínio no que diz respeito a mortalidade materna e a mortalidade infantil. No entanto, os dados apontam que as taxas de óbito nos dois grupos continuam altas, corroborando com a verdade de que o fortalecimento da rede de atenção perinatal, com cuidado integral desde o pré-natal, é uma estratégia que deve continuar crescendo no país.