A pneumonia consiste em uma das principais causas de morbimortalidade entre crianças brasileiras. Estudos epidemiológicos acerca da mortalidade infantil permitem avaliar tais agravos, de modo a identificar lacunas existentes no sistema de saúde público. Objetiva-se caracterizar o perfil da mortalidade por pneumonias entre crianças menores de um ano no Brasil, no período de 2014 a 2023. Trata-se de um estudo quantitativo, transversal e descritivo, desenvolvido a partir de dados extraídos do Sistema de Informação sobre a Mortalidade (SIM) do Departamento de Informática do SUS (Datasus). As taxas foram calculadas para a população total, por sexo e por região, para cada ano avaliado. Considerou-se frequências absolutas e relativas, e seus respectivos Intervalos de Confiança de 95% (IC95%). Foram notificados 9.789 óbitos, com maiores frequências nos anos de 2016 (n=1.966), 2020 (n=1.449) e 2022 (n=1.646), entre crianças do sexo masculino (55,0%), de raça/cor de pele negra (pardos [50,9%] e pretos [3,5%]. A taxa de mortalidade geral para o período foi de 0,35 óbitos por 1.000 nascidos vivos (NV), com picos em 2016 (0,69/1.000 NV), 2020 (0,53/1.000 NV) e 2022 (0,64/1.000 NV). As maiores taxas foram observadas na região Norte (0,81/1.000 NV), enquanto a região Sul apresentou as menores taxas (0,14/1.000 NV). A pneumonia ainda se configura como um grave problema de saúde pública entre menores de um ano, logo necessita de maior atenção por parte do sistema de saúde.